terça-feira, 6 de setembro de 2016

Felicidade é... saber rumar a novos caminhos!


Aqui estamos a acordar pela última vez no melhor sítio do mundo. Ainda é cedo mas temos várias coisas para fazer antes de partir. Hoje tudo tem sabor a despedida, todos queremos mais, mais um pequeno-almoço divinal, mas um dia de serviço com os Pinkies, mais uma caminhada nas montanhas, mais uma dinâmica, mais um jogo, mais uma festa, mais momentos únicos e inesquecíveis cheios de alegria e felicidade.

São 8h, estamos a tomar o pequeno-almoço com os Pinkies, hoje sem pressa para estarmos prontos as 8h15 para ir trabalhar. As conversas ainda são do sucesso da festa da noite anterior e já se veem algumas despedidas. Com as energias carregadas fomos arrumar o nosso quarto e comprar as recordações do KISC. Antes de almoçarmos fizemos a nossa ultima dinâmica em solo Suíço.

Semeamos a felicidade nos nossos frascos partilhando sementes de felicidade entre todos e regando-a com água do rio Kander. Esperemos que essa felicidade cresça e a consigamos partilhar com todos quando chegarmos a Portugal. O almoço hoje foi tomado junto ao Rio e ali ficámos até que chegasse o autocarro. Aproveitamos a espera ou para ir ao centro de Kandersteg, outros foram passear pela zona, outros simplesmente ficaram ali a contemplar aquela vista pela última vez. Antes de partir ainda deu para nos infiltramos no grupo de crianças escuteiras que estavam a chegar ao KISC. O Paul, o Diogo e o Rafa durante esse tempo de espera dedicaram-se a escrever nos nossos felicidários algumas palavras de parabéns pelo nosso trabalho. Chegou a hora, são 15h, o autocarro chegou, o atrelado está carregado levamos peso a mais desta vez, vamos todos de coração cheio, todos felizes com a certeza que queremos voltar.  

A viagem é longa, o cansaço acumulado é bastante desta vez nem a viola do Filipe saiu do saco. Aproveitamos enquanto ainda era de dia para escrever nos felicidários uns dos outros, foi um redopio. Mas mal começou a escurecer começamos a ver a parte dentro dos olhos e só acordávamos quando o motorista dizia que tínhamos 15m para esticar as pernas e comer qualquer coisa. E assim se vez a viagem de regresso, com um sentimento de alegria e dever cumprido, conseguimos alcançar os nossos objetivos.

Já em Portugal na cidade do Porto, e antes de cada um seguir o seu caminho fomos fazer o favor ao Pyetra e fomos todos almoçar ao McDonald’s, onde elementos das outras edições nos vieram encontrar.

E foi assim que acabou a nossa busca pela Felicidade, foi ali onde nos despedimos uns dos outros e partimos ao nosso caminho espelhando a Felicidade por todos os que nos rodeavam.


Nunca se esqueçam:
“Ser feliz é encantar o mundo com um Sorriso!” 

Felicidade é… contribuir para a felicidade dos outros!

O sexto dia, 25 de Setembro 2015, foi particularmente especial, não fosse este o dia de aniversário da nossa cara amiga Mafalda Toscano!

Assim, neste dia, nós pwpianos, aproveitámos para descansar da grande aventura vivida no dia anterior e após o pequeno-almoço descontraído relaxámos um pouco no lobby do chalet. De seguida, colocámo-nos em marcha com destino a Blausee, durante o percurso fomos presenteados com a beleza dos alpes suíços, das casas típicas, vacas ‘milka’ e até cabritas que pareciam determinadas a seguir-nos até ao lago.


Ao grupo, juntou-se o Pinkie Rafa e a ex-escuteira Andreia, contribuindo para alegrar ainda mais o grupo, contagiando-nos com a sua energia.
Chegados a Blausee, o Romântico Lago da Floresta, repleto de Trutas, o deslumbramento foi geral, o azul profundo dos solhos da bela donzela que morreu de um coração partido ofuscou-nos a todos com a sua beleza natural.
Face a tanto romantismo, não foi estranho quando nos deparamos com recém-casados, estranho seria se não nos intrometêssemos. Por isso nos auto-intitulamos de “Os Fura Casamento”, mais uma história para contar que até teve direito a serenata.
A hora de almoço foi recheada de boa disposição de espírito e muita animação. Contudo, os parques infantis que junto de nós se encontravam revelaram ser uma tentação que poucos resistiram. O momento que se seguiu foi de pura brincadeira, como um regresso à infância. Enfim, caminheiros. :)

Após o almoço, viveu-se a última dinâmica agendada para a actividade. De olhos vendados, deixamo-nos guiar para um local mais recatado do parque, onde com uma serenidade quase mágica fomos convidados a partilhar algo que para nós, individualmente, tivesse um significado especial. Objectos deram lugar a histórias e histórias deram lugar a este momento de partilha e união que parece ter aquecido os corações de todos, fortificando a relação interpessoal da equipa.

De regresso ao KISC, tínhamos à nossa espera um jantar muito especial: o famoso Fondue de queijo, um prato muito popular da culinária suíça que se espalhou pelo mundo todo e é particularmente apreciado na época de inverno. A sala estava com um ambiente diferente e as regras associadas ao jantar eram simples, portanto todos alinharam na brincadeira e entre beijos e risos fomos apreciando a especialidade.
Como não poderia deixar de ser, em dia de aniversário há bolo! Este tinha um sabor especial, já que foi preparado pela própria aniversariante. Obrigado Mafalda por adoçares o nosso coração!



Enquanto isto já se preparava a famosa Portuguese Work Party PARTY! E após o jantar lá fomos nós com carrinhos de mão cheios para o campo, sim, tivemos uma party outdoor numa das estruturas espalhadas pela zona do camping.
Com uma boa noite em que o tempo continuava a nosso favor e com ambiente festivo rapidamente se encheram as mesas com os nossos típicos manjares e néctares, desde a sopa, aos enchidos, queijos e presunto até ao porto e poncha que a nossa madeirense guardava afincadamente para aqueles que ainda não tinham provado a sua especialidade. Isto entre outras comidinhas regionais que representavam o nosso país no local que BP um dia idealizara o permanente Jamboree mundial. E que fantástica ligação que se criara com os Pinkies, que juntaram se alegremente e que festejaram tanto quanto nós.

Fogueira acesa e entre pequenos jogos e brincadeiras também houve espaço para música e de Diabo na Cruz a Quim Barreiros lá íamos dando um passo de dança e por vezes cantarolando em conjunto, o derradeiro bailarico português. O ambiente estava animado e descontraído mas o plano para o dia não terminaria aqui. 


 E foi então que nos pomos a monte para local desconhecido, guiados por luzes espalhadas pelo caminho encontramo-nos no Campfire. E se a noite tem a capacidade de intensificar tudo, desta vez não foi diferente, de um momento de descontracção passámos para um momento mais introspectivo, juntamo-nos há volta do círculo de velas que iluminava a taça onde se acende a fogueira, dentro desse círculo estava um pequeno tesouro, as nossas “Sementes da Felicidade”, como se fossem uma materialização das nossas vivencias nesta aventura chamada Portuguese Work Party.



Após este momento, retiramo-nos calmamente. Mas parecia que o grupo não queria que a noite acabasse. Se estivemos a semana toda a aproveitar todos os momentos, agora sentia se isso ainda de forma mais plena e houve elementos que teimaram em deitar-se tarde fiando novelos de conversa e boa disposição.
A nossa última noite no KISC foi assim: divertida, introspectiva e como não podia deixar de ser… nostálgica! É impossível contar estas e tantas outras histórias que foram vividas sem um sorriso nos lábios.
“A felicidade está em todos os locais, é só preciso estar atento.”

Felicidade é... saber que o sol brilha


Ao quinto dia da PWP’15 o grupo levantou-se pelas 7h15. Com o pequeno-almoço tomado arregaçaram mangas para mais uma vez servir o centro escutista de Kandersteg. Numa primeira fase todos os elementos trabalharam em conjunto na limpeza e arrumação da tendas e material de campismo. A segunda fase do serviço iniciou-se logo após o “coffeebreak”, onde 6 participantes elevaram as laterais de um novo portão para o Kander-Lodge. Os outros 9, contribuíram para a limpeza e reconstrução do BP CAMPFIRE.

Ao meio-dia reuniram-se para recargar baterias com um almoço mexicano confecionado pelos Pinkies. Pelas 13h30 já estávamos a inicia a dinâmica da tarde: “Via Ferrata”. Apesar dos atrasos no aluguer do material de escalada começamos o percurso na Via por volta das 14h45. Ao longo do percurso todo o grupo ficaram cada vez mais deslumbrados com as paisagens que rodeavam Kandersteg. Todas as dificuldades e adversidades já enfrentadas davam-nos ainda mais força para contribuir para continuar o caminho na busca da nossa felicidade. 

A chegada do grupo ao topo da mítica montanha acontecera por volta das 19h estando o teleférico já encerrado. Em busca da melhor solução para regressar ao KISC encontramos um habitante da zona que não sabendo falar outra língua se não o alemão, foi capaz de nos dar indicações sobre o caminho a tomar.

Quando já estávamos prontos para sair do cume surgiu, já na escuridão, um caçador que para muita sorte nossa tinha a chave do teleférico. Também com a barreira linguística, dificultou a compreensão de ambos lá nos conseguimos explicar um pouco da sua história e como tinha ido lá parar. 

Mais tarde viemos a saber que quem contactou o caçador foi o primeiro senhor com quem conversamos no cume. Foi devido a este acto de bondade que conseguimos chegar ao KISC mais descansados e mais realizados com esta aventura.

Assim chegou ao fim mais um emocionante dia em Kandersteg. Hoje demos a conhecer aos alpes suíços a nossa melhor faceta. Conseguimos perseguir o sonho e atingir a felicidade depois de todas as dificuldades. Porque “ser feliz é ter a certeza de que o sol brilha ainda que escondido nas nuvens”.


Felicidade é… construir o futuro!


O terceiro dia de serviço ao KISC começou cedo, como habitualmente. Às 07h00 já se  cantava alvorada com a boa disposição matinal do nosso despertador humano, único  e tecnologicamente bastante avançado. Ao espreitar pela janela reparámos que, pela primeira vez desde que chegámos, a chuva nos brindava e nos dava a conhecer Kandersteg num dia chuvoso, imagem que ainda não tínhamos guardada na galeria fotográfica da nossa memória. 

O serviço que nos aguardava após o pequeno almoço seria levado a cabo dentro do Chalet e, durante todo o dia, demos a volta ao mundo deixando-o a brilhar, que é como quem diz, levámos a cabo as limpezas de 10 dos quartos de diferentes associações escutistas espalhadas pelo globo, quando era suporto termos limpo apenas 4 quartos! Ao longo do dia reinou a alegria e as brincadeiras do grupo com os Pinkies, que nos faziam sentir verdadeiramente e cada vez mais em casa.

No final do dia, o cansaço fazia-se notar nos nossos sorrisos, mas algo muito aguardado estava ainda para acontecer… o jogo de futebol entre os elementos da PWP’15 e os Pinkies, ansiado por todos desde o início da semana. Foi um momento divertido e muito fresquinho, já que a chuva não deu tréguas. De acrescentar ainda que a marca do futebol português foi por demais evidente, ou não contassem os Pinkies com dois elementos que, por baixo do seu cor de rosa característico, vestiam verde e vermelho, o Rafa e o Diogo.No entanto, antes do merecido descanso, algo aguardava calma e pacientemente por todos nós no Chalet: o nosso futuro!

A bússola voltou a captar as atenções de todos, convidando-nos a olhar em direção ao nosso horizonte. Selámos confidências em envelopes timbrados do KISC, que só voltarão a chegar às nossas mãos no futuro e através das mãos do outro.Os nossos frascos voltaram a receber um pouco mais de felicidade, os nossos felicidários voltaram a abrir-se a guardar memórias e a bússola voltou a girar, escolhendo o seu novo par para a manhã do dia seguinte.

Foi uma noite diferente, foi uma noite de olhar além, foi uma noite de construção, pois a felicidade é, sem sombra de dúvida, “viver com sentido, com coragem, construindo o futuro e dando futuro”. E a chuva, essa, veio apenas para nos lembrar que, para a felicidade germinar e dar frutos no futuro, necessita também de ser regada!

Felicidade é... cantar pela manhã


“Vem cá fora ver o Sol que já nasceu…” levantamo-nos com esta alvorada saborosa e partimos para um dia de trabalho. 
Felicidade é… Servir. E Servir no K.I.S.C. é saber que somos uma parte importante na manutenção do centro que é de todos nós, irmãos escutas de todo o mundo. 
Este ar é diferente, esta vista deixa-nos sem palavras; É aqui, que sentimos o calor no frio porque estamos entre irmãos, o consolo num sorriso porque estamos unidos, a alegria no trabalho porque somos simples, a amizade na diversidade porque somos Escutas. Estar aqui é rir sem medo, aprender e ensinar, dar e receber. 
Durante a noite, recolhemos num momento em grupo em que pudemos partilhar o que achamos do que escrevemos e do que foi escrito pelos outros no nosso coração. 
E a felicidade? Aqui ainda não sabíamos mas já estava mais perto do que imaginávamos.




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Felicidade é… realizar sonhos!


Por volta das 7 horas da manhã, a claridade do Sol, que ainda se escondia por de trás dos Alpes Suíços, entrava pelas janelas do quarto “Boy Scouts of America” do mais antigo Chalet do KISC convidando-nos para abraçar o primeiro dia dedicado ao serviço do campo. Se nesta altura já estávamos completamente rendidos às paisagens e à magia do KISC, a expectativa de virmos a trabalhar com os Pinkies e podermos deixar a nossa pegada no centro escutista mais aclamado a nível mundial só nos deixava mais animados e prontos para servir – não sem antes encher o estômago, porque um português a trabalhar de barriga vazia não inspira confiança.

Pouco faltava para as 8h15, o horário estipulado para o início dos trabalhos. Um dos Pinkies, o Paul, dá-nos os bons dias e convida-nos a dar uma volta rápida pelo centro aproveitando para apresentar os locais onde o serviço daquele dia seria feito. Juntaram-se a nós o Adam, a Maya e a Hana, pinkies que iam auxiliar-nos nos nossos serviços nesse dia. Parámos no Werkhof para nos dividirmos em grupos de trabalho: um grupo foi com o Paul e a Maya limpar fossas, outro ficou no Werkhof com o Adam a empilhar e arrumar mesas e o último foi com a Hana transportar e limpar tendas militares. A meio da manhã, fizemos o nosso coffee break aproveitando para trocar impressões dos trabalhos, no Uncle Sam, na companhia do pão com doce, do “red stuff” do café e do cheirinho a fossa. Restaurados, retomamos o trabalho! O grupo da Hana terminara mais cedo o seu trabalho sendo convocado para auxiliar o grupo das fossas.

Chegada a hora de almoço, a entrada dos trabalhadores no refeitório fez-se com um pequeno atraso derivado na extensão dos trabalhos – estávamos desculpados… afinal a culpa foi da vontade de não deixar o trabalho a meio. A mesa enche-se: o prato com massa acompanhada de molho de tomate, o copo com Yellow ou Red Stuff (ou água) e o ar com o aroma a fossa. Não foi assim tão mau, pelo menos imaginam o teor das conversas e das piadas… 

Às 14h30, fomos de encontro ao Paul que nos parabeniza pelo trabalho que foi elaborado mais rápido que ele estava a prever. Seguiu-se então novas indicações e novos grupos de trabalho distribuídos pelos Pinkies: Paul, Maya e Adam cujos trabalhos foram respetivamente reparar vedações, pinturas de bancos do KISC e retirar a mobília do Kander Lodge. Na hora do lanche (16h), o Paul avisava as equipas para se encontrarem na margem do rio Kander. A comida, o sol e o som do rio azul a correr ao nosso lado rapidamente repôs as nossas energias. Terminámos os trabalhos perto das 17h30, o que permitiu visitar os locais mais emblemáticos do KISC que ainda não conhecíamos aliado às explicações e orientações do Paul. Posto isto, jantámos às 18h00.

Chegada a noite, era tempo de realizar a nossa dinâmica noturna: “Qual é o teu Norte?”. 
Repensando o que nos faz feliz, qual o teu objetivo, qual o teu maior sonho, numa primeira fase, pensamos a pares: partilhamos ambições com uma pessoa que pouco conhecíamos. Posteriormente dirigimo-nos à sala “International Friendship” de modo a expormos ao grupo aquilo que anteriormente foi repensado e foi partilhado a pares. Posto isto, o dia chega ao fim complementado com umas colheradas de Terra no nosso frasquinho conforme a avaliação individual que cada um fez ao dia. Felicidade é realizar sonhos e para nós a PWP’4 foi a materialização de um sonho.

Felicidade é conhecermo-nos por dentro


Ainda a noite estava a pairar quando se deu a alvorada, eram 5h00 da manhã, acordámos, ainda cansados da viagem, mas com vontade de começar a nossa busca pela felicidade. Para isto, recebemos mais uma "peça" do nosso Felicidário, um coração. Ao longo do dia o desafio era escrevermos características que nos identificassem, algo nada fácil quando se trata de olharmos e refletirmos acerca de nós mesmos. 

Depois de sabermos a dinâmica do dia partimos para a aventura de procurar a felicidade, neste caso, procurámos no lago Oeschinensee, pelas 8h00 já tínhamos chegado, mas um grande nevoeiro sobrevoava o lago, houve desde logo alguma apreensão, pois assim não iríamos ver a verdadeira beleza do local. Podíamos ter desistido mas não, continuamos a procurar a "marota" e a nossa persistência deu frutos, aos poucos uma paisagem inexplicável foi aparecendo à medida que o nevoeiro subia. Era a felicidade a sorrir para nós! 

Os sorrisos estampados nos rostos de cada um foi algo indescritível, algo difícil de caracterizar, tudo o que sentimos no momento foi mágico. Estar ali, ver o sol realçar a neve das montanhas e mesmo ao lado uma água azul cristalina, um verdadeiro cenário de felicidade. 

Depois da felicidade na natureza viemos para o KISC, era a noite dos jogos com os Pinkies, houve desde logo grandes ligações, as diferentes culturas não foram obstáculo, mas sim fontes de enriquecimento e partilha de alegria. No final tivemos o nosso momento de reflexão, partilhamos ideias e felicidade. Fizemos a avaliação da felicidade que sentimos ao longo do dia colocando colheres de terra no nosso frasco individual. 

O primeiro dia terminava assim com bastante alegria e curiosidade acerca do dia seguinte mas sobretudo com vontade de dar mais de nós e continuar a nossa busca pela verdadeira felicidade.

Hoje, vamos finalmente começar a nossa viagem em busca da marota! Ela bem que anda escondida, mas faremos de tudo para a encontrar (calma aí, a marota é só a felicidade). 

As primeiras participantes a iniciar a viagem foram a Mafalda e a Elizabeth, que desde Lisboa, apanharam o comboio até à cidade do Porto. Pelo caminho juntaram-se a Andreia, o Miguel e o Pyetra na estação do Entroncamento, e em seguida, em Pombal, encontrámos a Sílvia e o Filipe armados em caracóis com a casa às costas. Ao chegar a Campanhã tínhamos o Carlos e o Ricardo à nossa espera, e tivemos ainda a ajuda de duas alminhas caridosas (amigas do Filipe) que transportaram de carro toda a nossa bagagem até à praça Velasquez. Lá estavam a Diva, a Susana, a Adriana, o Marco e o Luís e tínhamos assim catorze aventureiros prontos para a grande 4ª edição da Portuguese Work Party. (Falta um misterioso na história mas ele já aparece). 

Na hora de almoço, como não poderia deixar de ser, lá reclamou o Pyetra que McDonalds estava fora de hipóteses e foi tudo comer à moda do Porto (menos os poupadinhos que levaram farnel). Às 14h30 esperava-nos o transporte para a Suíça. Carregámos as mochilas para o atrelado, escolhemos os lugares e seguimos viagem na nossa bela carrinha de Turismo VIP, acompanhados de uns motoristas épicos. Já perto da fronteira espanhola, o nosso querido motorista lembrou-se que faltava a “via verde azul” (necessária na França), e foi nesse momento que fizemos a primeira paragem. 

Aproveitámos então para quebrar o gelo (apesar do calor) e ficar a conhecer um bocadinho mais de cada um. Agora sim, tudo a postos, fomos cumprir o nosso objetivo: encontrar a marota da felicidade! A bússola indicava para a Suíça, portanto já tínhamos o destino traçado. Catorze escuteiros (calma, o décimo quinto já aparece), a maioria sem nunca se ter cruzado, estavam neste momento a caminho da maior aventura das suas vidas, não as 24h de autocarro, mas sim a grande PWP! Durante todas essas horas muitas foram as dinâmicas feitas, a mais marcante sem dúvida que foi o speed dating. A partir desse momento já sabíamos quais eram os cozinheiros, os arquitetos, os que gostavam de sushi, os que preferiam lavar loiça ou comida italiana e os que roíam as unhas. 

Pouco a pouco fomos percebendo o papel de cada um neste grupo e que realmente, na PWP, nada acontece por acaso.

Ao logo de toda a viagem contámos com a playlist infindável do Filipe, de pimba a música escutista, do lamechas ao rock, ouviu-se de tudo daquela guitarra. Por outro lado, tínhamos sempre os motoristas que volta e meia lá diziam uma piada para animar os "lobinhos". Muitas foram as paragens feitas ao longo da noite e poucos foram os que resistiram a não dormir de boca aberta um bocadinho. A Elizabeth levou a taça do maior número de horas de sono.

Longas horas depois (diria que foram cerca de mil) chegámos à Suíça, todos muito ansiosos a pensar que Kandersteg seria já ali ao virar da esquina. Na fronteira tivemos mais sorte que juízo até porque ninguém tinha enchidos, nem presuntos, nem bebidas típicas (cof cof cof). 

Lá fomos então encontrar finalmente o nosso décimo quinto elemento! O Rúben esperava por nós no aeroporto de Genebra, e agora sim, a família estava completa! Após o almoço na estação de serviço seguimos viagem, e seis horas depois estaríamos finalmente a realizar um sonho. 

Pela primeira vez (da maioria) pisávamos o chão do KISC!
Finalmente, a primeira etapa já estava!

Já em cima da hora do jantar, conseguimos descarregar o nosso atrelado e desfrutar de uma bela refeição. Primeira lição: red stuff, yellow stuff.

De barriga e alma cheia fomos conhecer os cantos à casa que nos iria acolher nessa semana. O quarto que nos foi destinado foi o Boy Scouts of America Room. Após estarmos instalados chegou a hora de começar a viver a missão que nos levou até lá. Foi na magia da noite no campsite que recebemos então o nosso grande companheiro Felicidário. Nele tínhamos um cancioneiro (até porque "Felicidade é cantar"), espaço para escrever o que nos ia na alma e também textos e orações que recebíamos todos os dias.

Após 24h de viagem, muitas partilhas e de um primeiro contacto com o KISC, era hora do silêncio e de ir babar a almofada.

sábado, 4 de outubro de 2014

Via Ferrata

Hoje foi o último dia em Kandersteg!

Tal como os outros um dia intenso e marcante, visto termos conseguido atingir (independentemente da forma) a meta da famosa e desafiante, Via Ferrata.
O dia começou pelas 7h00 da manhã, duas atletas a provarem o que valiam numa corrida com o Grounds Manager. Por volta das 8h00, metade do grupo foi até à vila de Kandersteg buscar o equipamento de segurança, enquanto que os restantes deslocaram-se para a Via Ferrata.
Eram cerca de 10 da manhã quando começamos a escalar a parede (e que parede, era enorme). Depois de algumas informações de segurança e de termos confirmado que o equipamento estava todo funcional demos inicio a esta aventura extraordinária.
Os primeiros metros foram para nos habituarmos a escalar, quais os movimentos que teríamos que fazer durante as próximas 2h30. Desde como colocar os mosquetões até o cuidado que tínhamos de ter em colocar os pés e as mãos na rocha.


Após alguns minutos de subida, deparámos-nos com uma parede vertical em que tínhamos de atravessar, ao virarmos-nos de costas para a rocha tínhamos uma vista arrebatadora para a vila de Kandersteg e para as montanhas envolventes. 
Foi mágica aquela vista... no exacto momento que o Sol estava a aparecer por detrás das montanhas.

Depois de mais alguns metros a escalar tivemos oportunidade de passar pela 1ª ponte suspensa, que passava mesmo por cima de uma cascata, foi arrepiante! Logo de seguida tivemos um momento de pausa e descanso onde alguns aproveitaram para deixar o seu registo num livro que se encontrava para o efeito.
Neste momento estávamos a meio da subida e a uma segunda escada era o próximo desafio!

Após este passo foi uma subida "normal" até à segunda ponte suspensa do percurso (esta sim, era mesmo desafiante tanto devido à altura como devido ao comprimento). Após alguma hesitação e entreajuda todos conseguimos, superarmos-nos e atingimos o cume da montanha.
A chegada ao cume, local de partida do teleférico, foi fenomenal!
Ai aproveitamos para reunir todo o grupo e vislumbrar a magnifica paisagem que estava perante nós. 

Depois da subida veio uma extraordinária descida no teleférico, onde pudemos ter a real sensação de desafio superado. 


Depois do almoço aproveitamos para comprar alguns presentes na loja do KISC, arrumar os espaços que usufruímos durante esta fantástica semana, e despedirmos-nos dos Pinkies e de e do local que nos acolheu. Não sem antes guardarmos algo...água da massa de gelo de Lötschenpass e do Rio Kander.
Após a habitual foto de praxe desta 3ª Edição de PWP, deixámos o KISC, com o sentimento de um Até Já

Seria uma viagem longa até Portugal!
P.S. - Antes da deixarmos a Suíça fizemos uma paragem no supermercado para esgotarmos o stock de chocolates porque os nosso familiares, amigos e conhecidos são cá uns gulosos :)

   

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Fogo

Amanheceu cedo sobre o abrigo, e assim foi possível ver a magnitude e esplendor da paisagem que nos rodeava. O cansaço e preocupação da noite escura do dia anterior desapareceu, e todos sem excepção respiraram de novo o ar fresco das montanhas, que agora se mostravam sem medo.

A manhã foi mágica… fomos de novo brindados com mais um desafio, ou melhor, cifra cunhada no mais avançado equipamento tecnológico, que regista e guarda momentos da história.

Depois de criarmos a nossa capa, o desafio passava agora por compor o nosso ‘Super Homem-Novo’. Contudo não era uma fórmula simples composta apenas por objectos materiais… havia algo poderoso que redescobrimos ali, na simplicidade da construção de algo, que a partir daí ganhou vida em cada um de nós.


Ainda que calejados pela dura subida, e mesmo alguns de nós, com algumas marcas de fragilidade física, enchemos-nos de coragem e mantivemos a vontade de conseguir atingir, sem margem para dúvida, o nosso objectivo – atingir o pico do monte de Lötschenpass, a 2690m de altitude - partimos então, apenas com o essencial, pelos trilhos que se estendiam monte acima.



Foi impossível ficar indiferente à paisagem, que se abriu com o sol da manhã diante de nós. Entre sorrisos gigantes, brincadeiras e olhares que se perdiam de vista, fomos apoiando-nos e partilhando histórias e sonhos, pedaços de cada um de nós.
Parecia quase um universo diferente, sem rotinas, horários ou pressões… e neste novo universo, caminhávamos agora sobre uma massa de gelo límpido que se derretia nas nossas mãos.



Atingimos o vale gelado a 2420m de altitude. Demorámos mais tempo do que tínhamos delineado a priori para ali chegar. Tivemos de recalcular quando atingiríamos o pico da montanha, dado o ritmo do grupo. Percebemos que iria começar a anoitecer antes de chegarmos ao abrigo, e que assim sendo não teríamos mantimentos e condições de segurança que garantissem que todo o grupo chegassem bem ao centro.
Ainda que quiséssemos todos atingir o pico, compreendemos que nem todos iriam conseguir atingir o ritmo necessário para fazer esse trajecto antes de anoitecer. Por muito que nos tenha custado, entendemos que só fazia sentido se o atingíssemos enquanto grupo. 
Decidimos então regressar, não sem antes criarmos a nossa própria cruz, como símbolo do pico que atingimos em grupo e, também ela como ponto de viragem.



Descemos pelos trilhos que havíamos antes subido, acompanhamos pelo ritmo das pedras que se soltavam e rolavam na descida. Recolhemos as nossas mochilas no abrigo, e despedimos-nos do lugar onde compusemos o nosso ‘Super Homem-Novo’.
À semelhança da subida, a descida foi igualmente íngreme e sinuosa. Depois de umas quantas peripécias, atingimos de novo caminho menos acentuado, que se foi estendendo até ao Centro.


Neste caminho de regresso partilhámos de novo o peso das mochilas e até mesmo do nosso corpo, para podermos regressar, àquela que foi a nossa verdadeira base durante esta aventura.
Anoiteceu rápido, e entre os vales, o manto denso e frio da noite foi-se alastrando, mesmo assim tivemos a sorte de ser gladiados pela lua, que como que às escondidas aparecia e desaparecia entre o nevoeiro. 


Chegámos tarde ao centro, o jantar já á muito que tinha sido servido. Foi-nos guardada comida, que nos soube imensamente bem depois desta aventura. Os olhares cansados foram partilhados à mesa, mas sempre que acompanhados com um sorriso. Depois de todos os afazeres teríamos ainda aquele que haveria de ser um dos momentos mais marcantes desta actividade.
Debaixo do manto de estrelas, que estranha e magicamente se abriu de novo para nós no Campsite, passámos a guardar aquele que será o maior segredo deste nosso 'Super Homem-Novo'. Contudo, não existe nenhum equipamento altamente avançado para guardar o momento. Apenas cada um dos nossos corações o poderá revelar.

 A partir desta noite, haveria uma chama que nunca mais deixaria de fazer sentido.

Andreia Domingues.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Capa

Este foi o nosso último dia de trabalho no KISC, após as habituais rotinas matinais começamos a trabalhar por volta das 8h00. O trabalho foi no interior do Chalet e consistia em lavar\limpar quartos, mais concretamente os quartos da Suécia, Reino Unido e Holanda [aqui no KISC a maioria dos quartos são como que 'apadrinhamos' por um país\respectiva organização escutista do mesmo]. 
Foi um trabalho demoroso, pois teve que ser uma limpeza a fundo, mas no final da manhã já tínhamos concluído a tarefa e os mesmos ficaram impecáveis, e como é óbvio mesmo assim houve tempo para umas quantas brincadeiras.


Após o almoço, começamos o hike, até ao Albergue de Gfellalp (a 1847m de altitude). Percorremos cerca de 12 km pelos Alpes Suíços, foi um percurso mágico cheio de aventuras (quedas ao rio) e, acima de tudo, pudemos contemplar uma paisagem extraordinária, ente cascatas, pontes e o verde fresco dos campos.




Depois de termos percorrido cerca de 9 Km, chegamos à Aldeia de Selden, passámos por uma ponte extraordinária, foi uma passagem sobrenatural sobre o Rio Kander. Logo que chegamos à outra margem do rio iniciámos uma longa e sinuosa subida até ao abrigo. Foi uma jornada cansativa não pela distância mas devido ao declive acentuado.
Chegamos a Gfellalp já durante a noite e contámos com a companhia do nosso Grounds Manager Dries (Holandês que nos tem acompanhado e orientado) e que nos acolheu de forma confortante iluminando e aquecendo a cozinha do abrigo.

A seguir a um jantar quente e saboroso aproveitamos para elaborar a capa de super-herói com o objectivo de cunharmos nela os nossos sonhos pessoais. No final juntamos todas as capas\sonhos e construímos o "Super Homem Novo". Este seria então a representação fiel de todos os elementos que rumaram nesta aventura.



Após este momento de imaginário tivemos um espaço de partilha pessoal, no quentinho do abrigo (esteve uma noite gélida em Gfellalp). Momentos que ficam cravados na mente de cada participante.

Foi um dia Mágico!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Festa Portuguesa

O objectivo da PWP é também o apoio na manutenção do KISC, por isso o trabalho terá de ser feito independentemente do calor, frio ou da chuva. Hoje não foi excepção!

Começamos o dia com um tom um pouco diferente, estava a chover.
Neste dia de trabalho, durante a manhã coube-nos apanhar lixo, trabalho este que deu para conhecer um pouco melhor o espaço e a simplicidade da sua envolvência.



Na parte da tarde e com o tempo a melhorar a olhos vistos, pudémos ajudar nas tarefas relacionadas com a lenha, desde rachar troncos até armazenar-los para o inverno. Com isto sentimos que contribuímos um pouco mais para a sobrevivência do KISC e ajudamos na preparação da nova época que se aproxima.




À noite foi tempo de celebrar Portugal e foi-nos proposto criar uma festa com as nossas tradições, desde trajes típicos, a comida, musicas, danças, jogos e muito mais. Como viemos das mais variadas regiões de Portugal Continental (inclusive da Ilha da Madeira) existiu uma grande diversidade de alimentos e bebidas, tivemos uma mesa farta e acolhedora que tinha desde poncha, chouriço, vinho do porto, alheira, ginga, a muitas outras iguarias.
Aproveitamos ainda para divulgar Portugal e o CNE. Para isso apresentamos 3 vídeos que eram bastante explicativos e cativantes do nosso país e do nosso movimento.

Os Pinkies participaram de uma forma fraterna e o objectivo de lhes mostrarmos mais da nossa cultura e costumes foi atingido de forma épica!




Tânia Ferreira 

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Luvas

"Ser caminheiro é ter vontade de sonhar", foi hoje a frase que mais ecoou dentro de nós ao acordar. O corpo já ressentia o serviço do dia anterior, mas relembrou-nos a nossa divisa e a predisposição necessária para aceitar o desafio.
Como habitualmente, acordamos por volta das 7h00 da manhã, após termos tomado o pequeno-almoço fomos divididos em dois grupos de trabalho. As tarefas atribuídas consistiam em arrancar raízes de árvores, armazenar a madeira e limpar os caminhos. A nossa intervenção é uma grande ajuda para o Centro pois o Inverno aproxima-se.


"A trabalhar sem procurar descanso, a gastar-me sem esperar outra recompensa". 
Uma frase que no fundo é o um modelo orientador para melhorarmos sem nunca nos esquecermos que devemos sempre fazer tudo sem estar à espera de um obrigado, palmadas nas costas ou uma recompensa.

Mas como o nome desta actividade é Portuguese Work Party nem tudo é só trabalho, assim após o jantar tivemos a "Portuguese White Party" com a presença dos Pinkies. Em género de disputa de rapazes contra raparigas aproveitámos para fazer diversos jogos típicos, como o jogo do lenço, corrida de sacos, correr com colheres na boca transportando 1 Kiwi ou fazer deslizar bolachas pela cara sem deixar cair. No fim da noite as vencedoras foram claramente, ainda que com algumas queixas, raparigas, intituladas ''Las Chicas''.


A noite terminou com a ceia com muitos produtos tipicamente portugueses, que foi complementada com música mostrando o verdadeiro espírito português ao KISC.

Para acabar o serão de uma forma arrebatadora, o nosso cartaz voltou a ser "invadido" com as nossas vivências, deixando nele um nosso cunho pessoal... o nosso contador de sonhos.