sábado, 27 de setembro de 2014

Aceitação do Desafio



Durante o sono pesado de uns e conversas trocadas de outros, atravessámos mais uma barreira física ao chegar a França durante a madrugada. A alvorada como não podia deixar de ser foi tipicamente portuguesa bem ao nosso jeito, cantando “sonho de menino” do nosso internacional Tony. Depois de um pequeno- almoço francês com direito a “croissant” conseguimos reunir energias para juntar todas as peças de um desafio em forma de música e ser capaz de o aceitar e “provar ao mundo que é possível passar a linha do infinito”. 
Como tudo entre elementos é partilhado, até as gomas, mas como em tudo temos de as merecer, por entre desafios, músicas, serenatas, danças e abraços, fomos criando e construindo uma viagem tão intensa, que num abrir e fechar de olhos já estávamos em território Suíço. Pela última vez neste percurso almoçamos numa estação de serviço, acabando com toda a comida que tínhamos na mochila e dividindo os últimos alimentos de cada um. À medida que o espirito de cumplicidade entre o grupo ía aumentando, sendo este reflectido na partilha de vivências, em modo speed-datting revivemos as nossas melhores memórias dentro deste imenso movimento escutista.
Por fim, as 26 horas de autocarro, deram os seus frutos, e como quem espera sempre alcança, em contagem decrescente fizemos uma entrada triunfal no KISC, sem nos esquecermos de o fazer com o pé direito registando o momento.


“ Sonhar é fazer planos, viver é ter coragem para realiza-los”.
Como já seria de esperar, a recepção foi bastante acolhedora e literalmente aqueceu-nos o estômago com a primeira refeição quente em dias.


Não bastando a magia envolvente do centro, foi para grande alegria que o Bruno Costa participante da segunda edição da PWP, por ocasião de folga profissional, além de nos fazer uma visita trouxe uma carta que tinha encontrado pelo caminho. 
Esta carta guiou-nos a um sítio misterioso aqui no KISC onde sentimos a presença do nosso fundador B.P. mais do que nunca. Despertando de um sonho com a entrega dos Kits de participantes e do nosso protegido lampião, sempre guiados pelas estrelas e orientados para Norte descobrimos os nossos super poderes. Ao longo da atividade vamos ter de estar a altura desta responsabilidade, e de os usar sempre para benefício do centro e do nosso grupo.

Escusado será dizer que a partir de hoje passamos a ter um novo refúgio e nunca deixaremos que algo de mal lhe aconteça porque no fundo “We are Super Heros”.


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Caminho

"Uma longa viagem começa com um único passo"

Quando recebemos o email com a confirmação da nossa presença na actividade, seguiram-se meses de trabalho e dedicação para a preparação desta terceira edição da PWP'14. A cidade invicta teve o prazer de receber os incríveis 15 elementos seleccionados para esta aventura oriundos dos 4 cantos do pais incluindo a nossa ilha da Madeira.
Bailando por entre as curvas de Portugal atravessamos o pais ate a nuestra hermana españa, durante apresentações, contactos, raptos nas estações de serviço, danças improvisadas, lepo lepo, fomos capazes de quebrar barreiras de regiões e regionalismos.
"Dêem-me um ponto de apoio e moverei a Terra".

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Novos ciclos...

Passaram 6 longos ciclos lunares desde que o pequeno Max se atreveu a navegar por correntes sinuosas até a um lugar selvagem...
Por entre teias de sonhos conseguiu redescobrir-se e, de coração cheio, voltou de novo a partir com a certeza de poder voltar.
Só dependerá de si este regresso, agora será ele próprio um barco de sonhos, pronto a navegar até qualquer lugar.
Inside all of us is Hope.
Inside all of us is Fear.
Inside all of us is Adventure.
Inside all of us is A Wild Thing.
PWP’13


Passaram 6 longos meses desde o início da 2ª edição da PWP, e a saudade é o sentimento transversal a todos os participantes.
Fica atento ao nosso blog e à nossa página do Facebook, quem sabe também tu possas fazer parte desta aventura!

domingo, 6 de outubro de 2013

Mensagem Final


E chegou o Domingo, dia que representou o fim da nossa aventura Selvagem. A viagem até Portugal correu bem, chegando a altura de começar a levar ao destino de origem cada um dos quinze Selvagens que durante uma semana criaram uma família. Quinze pessoas, que entre trabalho e cavaqueira, criaram laços de fraternidade e de amizade que perdurarão no tempo. As despedidas, são sempre difíceis, mas neste caso previam-se ainda mais difíceis do que o habitual.





Após o almoço tardio já em Portugal, os primeiros a desembarcar do nosso Barco foram o Luis, a Daniela e a Leonor que ficaram em Braga. A próxima paragem foi no Porto, onde desembarcaram a Cátia e o Pedro Brito, e onde apanhámos o Bento que iria ser um dos motoristas a partir desse momento. Seguiu-se a paragem em Coimbra onde deixámos o Bruno. Depois foi a vez do Rafa que ficou em Cantanhede.

Após Cantanhede os dois Barcos (as duas carrinhas) separaram-se. Um seguiu em direcção a Leiria pelas mãos do motorista Bento, levando a Andreia e a Diana até Leiria. O outro Barco seguiu o rumo até à Saída da A1 para Torres Novas, onde desembarcaram o P(Y)etra e a Ana Lúcia, sendo que um pouco mais abaixo na saída para Santarém desembarcou o David. Os últimos selvagens a chegar aos seu destino foram o Carlos, o Bernardo e a Bia que levaram um dos barcos até Lisboa.

Em todas as paragens que efectuámos para o desembarque dos nossos selvagens, houve momentos de cânticos, saltos, alegria, emoção e algumas lágrimas para fazermos a despedida como deve ser a quem ficava!

Em jeito de resumo, todos os objectivos a que nos propusemos no inicio desta grande aventura foram cumpridos e alguns superados. A segunda edição da Portuguese Work Party foi mais um sucesso, à semelhança da primeira, deixando uma marca de prestigio no grande centro escutista, Kandersteg International Scout Centre. Para os participantes foi uma aventura inesquecível, onde criaram amizades para a vida, conheceram um local lindíssimo, viveram uma excelente experiência internacional em ambiente escutista e desenvolveram competências para o escutismo e para a vida.

Viveram sem dúvida uma excelente Actividade Escutista Internacional.

Até para o ano!









sábado, 5 de outubro de 2013

Flor

7h00, alvorada do último dia em Kandersteg. Notou-se uma ligeira baixa de energia e alegria no nosso habitual acordar. Não é para menos: o nosso tempo neste paraíso escutista tem já as horas contadas. Até o tempo pareceu manifestar o seu descontentamento com a nossa partida, presenteando-nos com chuva e nevoeiro, o que nos impediu de fazer a Via Ferrata que estava planeada e pela qual todos ansiávamos. No entanto, o plano B não deixou de ser fantástico e o espírito do grupo voltou a arrebitar: subimos de teleférico até ao ponto onde teríamos finalizado a Via Ferrata: uma vista incrível, ainda que escondida por enormes nuvens de nevoeiro que se atravessavam à nossa frente.




Os Alpes são um sítio único: ao olhar o vale profundo, cada pico que subimos, por mais baixo que seja, tem a particularidade de ser o topo do mundo a cada momento. E ali, naquele pequenino topo, estava diante de nós Kandersteg, até perder de vista, reaparecendo do nevoeiro que passava, sendo mesmo possível ver o Oeschinensee, o lago onde tínhamos estado no início da semana.



Ainda houve tempo para um chocolate quente num acolhedor estabelecimento antes da descida de regresso à terra e fomos também fazer um reconhecimento da zona de início da Via Ferrata. 
Depois de almoço, iniciámos rapidamente toda a frenesim de arrumação e limpeza para podermos partir do KISC ainda com luz do dia.



Na hora da despedida, as emoções falaram bem alto, entre músicas e partilhas perante o grupo e alguns Pinkies que nos foram mais próximos durante a nossa estadia.
Entrar nas nossas embarcações e colocar o KISC para trás das nossas velas foi difícil, mas muitos de nós levavam já a vontade de voltar e servir no sonho que B-P. tornou real. 
Percorremos quilómetros de estrada rodeados pelos Alpes a à medida que a paisagem ia mudando, a animação ia-se reestabelecendo. 
Deixámos a Suíça e fomos jantar a França, continuando depois a nossa viagem noite dentro.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Terra

Aquele som não era bom sinal! O som do apito significava que estava na hora de abandonarmos a pilha e fazermo-nos ao caminho.
Ainda o sol não ia no alto já tínhamos deixado o Uppe Hut para partirmos à aventura. As horas que se seguiram foram de esforço e sacrifício, mas valia a pena! Conforme íamos avançando mais os nossos corações se enchiam com aquelas montanhas paradisíacas que tornavam o nosso caminho ainda mais encantador.

Pouco faltava para o meio dia quando lá chegamos, tínhamos subido até aos 2284 metros de altitude, tínhamos alcançado Gällihorn.




Daquele pico conseguíamos ver o Kisc. Tão pequenino, mas ao mesmo tempo tão grande! Se não fosse o sonho de o visitarmos e de fazermos parte dele nunca nos teríamos juntado. Ali formamos uma família e fortificamos a linha que nos une.

Eram quase três da tarde quando terminamos esta jornada. Ao olharmos à nossa volta víamos os vales e as montanhas que rodeiam o Kisc e já sentíamos a tristeza pela nossa estadia estar quase a terminar. Ainda assim pegamos nas mochilas e dirigimo-nos à vila com o objectivo de trazer para Portugal um bocadinho de Kandersteg para aqueles que por cá ficaram.

Ao regressar para jantar não fazíamos ideia da surpresa que nos esperava! O staff tínhamos preparado um jantar à luz das velas com uma ementa especial: fondue de queijo. Os beijinhos durante o jantar foram uma constante, pois sempre que o nosso pão ficasse preso no queijo teríamos de dar um beijo a outra pessoa.



O serão que se seguiu foi vivido muito intensamente. A nossa última noite naquele local mágico foi aproveitada ao máximo para apreciarmos todos os momentos e desfrutarmos da companhia uns dos outros. Ao jeitinho português naquela noite não faltou nem animação nem boa disposição.

Naquele dia em Kandersteg crescemos, superamo-nos, fomos felizes!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Pilha

Como já era habitual, o nosso dia nesta quinta-feira iniciou-se com o pequeno-almoço à hora marcada. À nossa espera estava o último período de trabalho no KISC. Uma manhã em que um pequeno grupo foi rachar lenha e os restantes foram retirar as ramagens dos pinheiros que estavam em montes após terem sido cortadas nos dias anteriores, para serem transportadas pelos pinkies na Leena (a "carrinha" de transporte do KISC) para local próprio.





Nesta manhã tivémos direito ao coffee-break junto à torre do campo, ao invés do local habitual.
Sendo a última manhã de serviço e estando quase todos a trabalhar juntos, a alegria e a entreajuda reinou e, como portugueses que somos e já que este povo tem a fama de ser desenrascado, aplicámos algumas técnicas para que o trabalho fosse melhor.





Após o almoço, preparadas as mochilas e equipados, partimos para o hike que nos levou ao Uppe Hut (Ueschinenhütte), o abrigo de montanha no vale superior de Üschenen.
Cerca de 6km depois e já com algum cansaço pois a altitude era superior ao que estamos habituados e, tendo em conta que a altimetria variou cerca de 700 metros, chegámos ao abrigo. A vista era de se ficar sem palavras. Tudo era tão calmo e natural ao nosso redor. O local ideal para a noite que chegava a pasos largos.






Tarefas distribuidas, jantar preparado, a "sala" onde este foi servido encheu-se da alegria caracteristica do grupo. Mesmo sem luz eléctrica, as canções e as conversas duraram e fizeram com que o frio que se fazia sentir no exterior nem se sentisse ali.
Depois do jantar subimos ao piso superior para um grande momento de partilha, ao jeito de uma pré-avaliação desta PWP.
Apenas com a simplicidade da luz que surgia da vela no centro da roda, cada um sentiu a magia daquele momento, o momento alto do dia ou mesmo da semana.

Ainda que de locais distintos, estes quinze elementos da PWP'13 tinham algo em comum... fazer mais, ir mais além. Unidos, como as personagens do filme que serviu de base ao nosso imaginário, por um projecto idêntico, perceberam que juntos valem mais.
Em pilha... somos um!
"Abriu-se mais uma vez a Caixa do Tempo" e depois fomos convidados a dormir "em pilha", ou seja, todos juntos no mesmo espaço, aleatóriamente, tal como o Max e os outros personagens do filme faziam.
Terminou assim em união este dia que, apesar de cansativo, foi um grande dia para os participantes desta PWP.